CGI-I Escala de Impressão Clínica Global - Melhora
CGI-I · 1 questõe · aplicada pelo clínico(1) Objetivo principal da escala: Trata-se de uma escala de heteroavaliação do tipo ordinal/dimensional de 7 pontos que quantifica a mudança clínica global do paciente em relação ao seu estado na linha de base. (2) Comparação com outras escalas: Ao contrário de inventários extensos e específicos para uma patologia (como BDI, HAM-D, PANSS ou Y-BOCS), a CGI-I oferece uma medida síntese ultra-rápida do progresso do paciente. Sua grande vantagem é a brevidade e universalidade na prática clínica e ensaios farmacológicos; a desvantagem é a dependência da experiência do examinador e a ausência de detalhamento de sintomas específicos. (3) Estudos clínicos e escalas associadas: É um dos desfechos primários/secundários mais utilizados no mundo em ensaios clínicos psicofarmacológicos aprovados pelo FDA. Costuma ser aplicada em conjunto com a CGI-S (Gravidade da Doença) e escalas específicas para o transtorno avaliado. (4) Autores e validação: Desenvolvida por William Guy em 1976 no contexto do 'ECDEU Assessment Manual for Psychopharmacology' do National Institute of Mental Health (NIMH). A tradução e o uso no Brasil são consolidados em pesquisa clínica e prática psiquiátrica.
Medida global ultra-rápida, padrão-ouro internacional para avaliação de resposta terapêutica e eficácia de intervenções médicas e psiquiátricas.
Guy W
Autores originais: Guy W. ECDEU Assessment Manual for Psychopharmacology. Rockville, MD: U.S. Department of Health, Education, and Welfare; 1976. p. 217-22.\nValidação em Português: Tradução e uso amplamente consagrados pelo National Institute of Mental Health (NIMH) em centros de pesquisa clínica no Brasil.
| Faixa | Interpretação |
|---|---|
| 1 – 1 | Muito melhor (resposta terapêutica substancial e remissão expressiva de sintomas) |
| 2 – 2 | Melhor (resposta clínica clinicamente relevante e acentuada) |
| 3 – 3 | Ligeiramente melhor (melhora discreta ou parcial, sem impacto funcional marcante) |
| 4 – 4 | Sem alteração (estabilidade do quadro clínico) |
| 5 – 5 | Ligeiramente pior (exacerbação leve dos sintomas) |
| 6 – 6 | Pior (piora clinicamente significativa da condição) |
| 7 – 7 | Muito pior (exacerbação grave ou agravamento acentuado do quadro) |
Exige que o examinador conheça o histórico e o estado clínico do paciente antes da intervenção (linha de base) para um julgamento acurado.
O profissional examinador deve avaliar a mudança global na condição clínica do paciente em relação ao estado inicial (linha de base anterior ao início do tratamento), considerando a totalidade dos dados clínicos disponíveis.
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Comparado ao estado do paciente no início do tratamento, qual é o grau de mudança clínica no momento atual?
Muito melhor (1)Melhor (2)Ligeiramente melhor (3)Sem alteração (4)Ligeiramente pior (5)Pior (6)Muito pior (7)